Cronologia
1971

6 de Janeiro
Primeira reunião plenária das delegações destacadas para as “conversações” entre Portugal e a CEE. A segunda reunião plenária das conversações exploratórias terá lugar em 29/31 de Março.

18 de Janeiro
Circular confidencial enviada às Missões Diplomáticas sobre o início das conversações exploratórias entre Portugal e a CEE.

22 de Março
O Conselho e os representantes dos governos dos Estados membros adoptam uma resolução relativa à concretização do projecto Werner de União Económica e Monetária em etapas sucessivas e decidem reforçar a coordenação das políticas económicas de curto prazo entre os Estados membros e a cooperação entre os bancos centrais e ainda implementar um mecanismo de apoio financeiro a curto prazo.

30 de Março
Bruxelas. 30 e 31 de Março. Terminam as conversas preliminares e exploratórias entre a delegação portuguesa, presidida pelo embaixador Rui Teixeira Guerra, e representantes da Comissão da CEE. Do lado português é manifestado o desejo de se conservarem, numa comunidade económica europeia, alargada, as facilidades concedidas na EFTA a certos produtos portugueses, como as conservas de peixe, o concentrado de tomate e as amêndoas.

15 de Abril
Suspensão da convertibilidade do dólar em ouro, marcando o começo do fim do sistema de Bretton Woods.

5 de Maio
Grave crise no sistema monetário internacional. Grande corrida ao marco, suspensão das transacções em dólares e ‘pânico’ nos mercados de divisas.

11 de Junho
É aprovado o Complexo Industrial de Sines, fruto da “revolução” corporizada pela equipa liderada pelo engenheiro Rogério Martins, visando a constituição de uma área concentrada de indústrias de base.

Julho
A Assembleia Consultiva do Conselho da Europa adopta a música do prelúdio ao «Hino à alegria», quarto andamento da Nona Sinfonia de Beethoven, como Hino Europeu.

1 de Julho
Abandono colectivo e simbólico da Assembleia Nacional por parte dos doze deputados da chamada “ala liberal”, como forma de protesto contra o voto de obstrução da maioria, que impediu que fosse discutido na especialidade um projecto de lei de Imprensa apresentado por Sá Carneiro e Pinto Balsemão.

3 de Julho
É criada, na Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, a Comissão Permanente para a Cooperação Científica e Técnica com as Comunidades Europeias e com a OCDE, que passará a designar-se COCEDE (portaria n.º 357/71).

17 de Agosto
São suspensas as operações de compra e venda de moedas estrangeiras, com excepção das operações de carácter urgente e das respeitantes ao turismo.

18 de Agosto
Bruxelas. A Comissão Executiva do Mercado Comum declara que as medidas adoptadas pelo presidente Nixon se arriscam a anular as vantagens obtidas pela ronda Kennedy no sentido de uma liberalização do comércio mundial. Numa declaração criticando a iniciativa americana, a Comissão disse que ela veio pôr em dúvida os príncipios sobre os quais se baseava o sistema monetário internacional.

23 de Agosto
Nota do Banco de Portugal: Tendo em consideração que continua indecisa a conjuntura monetária internacional mas atendendo aos interesses da economia portuguesa e dada a solidez do escudo, foi decidio não alterar a paridade existente e permitir a partir de hoje a reabertura das operações de compra e venda de moeda estrangeira, mas habilitando o Banco de Portugal a adoptar a fixar de harmonia com a evolução dos mercados, quer no nosso país quer nos países com os quais mantemos mais intensas relações comerciais.

10 de Setembro
Bruxelas. A comissão europeia apresenta o seu relatório aos países do Mercado Comum sobre a reforma do sistema monetário internacional. A Comissão propõe o realinhamento geral do valor das moedas, incluindo o dólar.

19 de Outubro
Luxemburgo. Reunião dos ministros dos negócios estrangeiros da CEE para a apreciar o relatório do presidente da Comissão, Franco Maria Malfatti, sobre a situação das relações comerciais com os Estados Unidos. Malfetti sublinha a necessidade de os seis membros da CEE manterem uma frente unida contra a sobretaxa norte-americana de importações.

O Conselho de Ministros para os assuntos Económicos reúne em S. Bento para debater «providências imediatas» a tomar «contra a inflação», assim como «outras medidas para conseguir, a médio prazo, a estabilização relativa dos preços dentro duma perspectiva de desenvolvimento.

3 de Dezembro
Bruxelas. A Comunidade Europeia abre oficialmente as primeiras negociações com os países da EFTA não candidatos à adesão ao Mercado Comum: Portugal, Islândia, Áustria, Suíça e Suécia.

17 de Dezembro
Bruxelas. Início das conversações entre Portugal e o Mercado Comum.

 
1972

Janeiro.
O Conselho de Ministros da CEE adopta a música do prelúdio ao «Hino à alegria», quarto andamento da Nona Sinfonia de Beethoven, como Hino Europeu.  

22 de Janeiro.
Assinatura, em Bruxelas, dos tratados de adesão dos quatro estados candidatos: Dinamarca, Irlanda, Noruega e Reino Unido.

7 de Março.
Bruxelas. Os ministros das Finanças dos Seis chegam a um acordo para a concretização da união económica monetária que será aprovada 21de Março e que diz respeito à coordenação das políticas económicas, da política regional, das disposições monetárias e da fiscalização dos movimentos de capitais.

22 de Março.
Sicco Leendert Mansholt (Partido Trabalhista dos Países Baixos, Países Baixos) assume o cargo de Presidente da Comissão Europeia, lugar que ocupou até 5 de Janeiro de 1973.

27 de Março.
27 e 28 de Março. Bruxelas. Segunda fase das negociações entre Portugal e as Comunidades Europeias. A delegação de Portugal foi chefiada pelo embaixador Rui Teixeira Guerra , presidente da Comissão Interministerial de Cooperação Económica Externa. Chefiou a delegação das Comunidades Wellenstein, director-geral.  

19 de Abril.
Assinatura da convenção relativa à criação do Instituto Universitário Europeu de Florença.

24 de Abril.
Constituição da “serpente monetária europeia”. As margens de flutuação das moedas dos Seis relativamente ao dólar são fixadas em 2,25%.  

28 de Abril.
É publicada a portaria n.º 235/72 que manda lançar em circulação, cumulativamente com as que estão em vigor, uma emissão extraordinária de selos comemorativos da «Europa-72».  

4 de Maio.
Genebra. Reunião ministerial da EFTA, tendo como tema central de debate as perspectivas de negociações com o Mercado Comum. Temos toda a justificação ao solicitarmos que as outras nações não ponham em perigo os esforços de Portugal para modernizar e diversificar a agricultura – declara Xavier Pintado na reunião da EFTA em Genebra.

15 de Maio.
O jornal Economia e Finanças, ligado aos sectores mais conservadores do regime, exige em editorial que o Governo passe a considerar como “subversiva” (e em consequência proibir) toda e qualquer propaganda a favor da integração de Portugal na CEE, assumindo como pressuposto o abandono do Ultramar.

16 de Maio.
A polícia de choque invade o IST e o ISCEF, espancando estudantes e docentes.  

5 de Junho.
Luxemburgo. Início da última fase das negociações do Mercado Comum com os países da EFTA não candidatos à admissão, entre os quais Portugal.  

Julho.
Greve aos exames por parte dos alunos do IST.

22 de Julho.
Assinatura dos acordos de comércio livre entre a CEE e os Estados da EFTA (Áustria, Finlândia, Islândia, Portugal, Suécia e Suíça).  

25 de Julho.
Américo Tomas é reeleito, por um colégio eleitoral restrito, Presidente da República.

Bruxelas. Assinatura do Acordo de Comércio Livre Portugal – CEE e do Acordo Portugal – CECA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício , discursa na cerimónia de assinatura do Acordo Comercial entre Portugal e a CEE:
Temos hoje perante nós a realização daquilo que há muito ambicionávamos. Com efeito, acabámos de estabelecer conjuntamente, segundo modalidades que as circunstâncias tornaram necessárias e baseando-nos na grande realidade que são as Comunidades, um vasto espaço europeu no que diz respeito às trocas de produtos industriais. Isto representa um passo extremamente importante na via da integração da Europa. O funcionamento da livre troca que vai ser estabelecido segundo os nossos acordos permitirá, estou convicto, mostrar que tínhamos razão quando afirmávamos a nossa vontade de nos unir a um sistema único e eficaz. A experiência dos últimos anos preparou-nos para a tarefa que temos perante nós.  

11 de Agosto. 
Remodelação ministerial. Cotta Dias é nomeado para a pasta da Economia e Alexandre Vaz Pinto secretário de Estado do Comércio.

No discurso da tomada de posse o novo ministro da Economia, Cotta Dias, refere-se ao Acordo de Associação assinado com a CEE: Celebrado o acordo, cujas condições, até pelo tipo evolutivo do clausulado, não deixaremos de procurar melhorar em todas as instâncias e oportunidades, deveremos estar agora activamente na preparação da sua execução prática, de forma a que, quando entrar em vigor, em 1 de Janeiro de 1973, estejamos preparados para dele extrair todas as vantagens que nos oferece. A Comunidade Económica Europeia entrará em força. É indispensável que, do nosso lado, saibamos responder com vigor idêntico.

25 de Setembro.
A Noruega rejeita a ratificação do tratado de adesão à CEE.

19 de Outubro.
19 a 21 de Outubro. Cimeira de Paris.

A Europa não deve ser uma comunidade de mercadores, deve ser concebida e realizada para serviço do homem - afirma o presidente Pompidou na sessão inaugural da conferência dos Nove. O encontro decorreu em ambiente de optimismo e confiança nas instituições europeias.
É decidida a criação de uma união monetária até 1980 e a transformação das relações entre estados no sentido da concretização da União Europeia. São definidos novos domínios de intervenção comunitária, prevendo a elaboração de programas específicos de acção.
O primeiro-ministro italiano, Julio Andreotti, propõe formalmente a eleição de um Parlamento Europeu por sufrágio universal.

14 de Dezembro.
O deputado Homem de Melo apresenta o Relatório das Comissões de Negócios Estrangeiros e de Economia sobre o Acordo celebrado entre os Estados membros da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, por um lado, e a República Portuguesa, por outro lado, e o Acordo entre a Comunidade Económica Europeia e a República Portuguesa.

14 de Dezembro.
O deputado Alberto Alarcão na Assembleia Nacional sobre a posição de Portugal relativamente ao ultramar e à integração europeia.

 
1973

1 de Janeiro.
Primeiro alargamento da Comunidade.
Entrada em vigor do tratado de alargamento das Comunidades Europeias à Dinamarca, Irlanda e Reino Unido.
Entrada em vigor dos acordos de 1972 entre a CEE e os países da EFTA, nomeadamente, Áustria, Suíça, Suécia e Portugal. Os acordos com os outros países interessados seguir-se-ão, Islândia, 1 de Abril, Noruega, 1 de Julho e Finlândia 1 de Janeiro de 1974.

Entra em vigor o Acordo de Comércio Livre entre Portugal e a CEE.

6 de Janeiro.
François-Xavier Ortoli (União dos Democratas para a República, França) assume o cargo de Presidente da Comissão Europeia, lugar que ocupou até 5 de Janeiro de 1977.  

9 de Fevereiro.
Primeira reunião da Comissão Mista Portugal/CEE, dedicada, sobretudo, à renegociação dos termos do Acordo de 1972, especialmente do capítulo das exportações para os Estados-membros da CEE.  

10 de Fevereiro.
Washington. Nixon declara que a desvalorização do dólar em 10 % é apenas o primeiro passo para tornar mais competitivas as medidas americanas para o estrangeiro e para proteger a indústria dos Estados Unidos e os empregos.

11 de Março.
Bruxelas. Sessão do Conselho dedicada à situação monetária. Os países do Mercado Comum optam pela flutuação conjunta a seis: Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Dinamarca. O Reino Unido, a Irlanda e a Itália decidem sair da serpente e deixar flutuar livremente as suas divisas.  

1 de Abril.
Entra em vigor a primeira redução aduaneira prevista pelo acordo de 1972 entre Portugal e a CEE.

3 de Abril.
Luxemburgo. É criado o Fundo de Cooperação Monetária do Mercado Comum Europeu, precursor de um sistema bancário central conjunto da CEE.  

19 de Abril.
Em reunião realizada na Alemanha a ASP transforma-se em Partido Socialista. Mário Soares é eleito secretário-geral do partido.

15 de Maio.
O preço do ouro continua a subir na Europa. Pela primeira vez na história é ultrapassada a barreira dos 100 dólares por onça.

22 de Junho.
Bona. Pompidou e Willy Brandt concordam quanto à necessidade de avançar com a união monetária e Económica Europeia e de manter com firmeza os príncipios que orientaram a política agrícola da comunidade.

3 de Julho.
3 a 7 de Julho. Conferência de Helsínquia, dedicada à segurança e à cooperação na Europa. O maior fórum depois do congresso de Viena.  

9 de Setembro.
Nasce o «movimento dos capitães». Nas proximidades de Évora, decorre uma reunião de 136 oficiais de todas as armas e serviços. Em reunião de 8 de Dezembro decide-se a acção militar contra o regime; na de 5 de Março, em Cascais, assume a designação de Movimento das Forças Armadas.

12 de Setembro.
Nova ronda de negociações comerciais multilaterais do GATT (Tokyo Round).

6 de Outubro.
Início da guerra du Yom Kippur. Primeiro choque petrolífero. Os países produtores de petróleo anunciam a redução ou a proibição de exportações de petróleo para países ocidentais.

8 de Novembro.
No seguimento da cedência da utilização da Base das Lajes aos norte-americanos, os países árabes, decidem boicotar economicamente Portugal. Efectivam-se as restrições ao consumo de petróleo. Inicia-se a corrida aos postos de abastecimento.  

14 de Dezembro.
14 e 15 de Dezembro. Cimeira de Copenhaga. Decisão no sentido de lançar uma política comum em matéria energética e de criar o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) antes de 1 de Janeiro de 1974 mas ausência de acordo quanto a uma acção comum face ao aumento do petróleo.  

 
1974

9 de Janeiro.
Os países produtores de petróleo anunciam um congelamento de preços.

23 de Fevereiro.
O general António de Spínola, recém empossado Vice-Chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas, publica o livro Portugal e o Futuro.

5 de Março.
Aprovação do primeiro documento programático do MFA: “O Movimento, as Forças Armadas e a Nação”.

16 de Março.
Levantamento das tropas do Regimento de Infantaria 5, das Caldas da Rainha, que marcham sobre Lisboa. Tropas fiéis ao Governo travam a tentativa de revolta à entrada da capital.  

1 de Abril.
O governo britânico solicita a revisão da adesão do Reino Unido às Comunidades.

25 de Abril.
O MFA leva a cabo um movimento militar que põe termo ao Estado Novo. É constituída uma Junta de Salvação Nacional (JSN), presidida pelo general António de Spínola , que assume as atribuições dos órgãos fundamentais do Estado, entretanto destituídos.

1 de Maio.
É celebrado o dia do trabalhador, realizando-se as primeiras manifestações livres de há cinquenta anos.

6 de Maio.
Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota, fundam o Partido Popular Decmorático (PPD).

15 de Maio.
António de Spínola é investido Presidente da República. Nomeação do I Governo Provisório, chefiado por Adelino da Palma Carlos . Mário Soares é nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros, e José da Silva Lopes , secretário de Estado das Finanças.  

21 de Junho.
Bruxelas, Parlamentares Socialistas da Comunidade Económica Europeia afirmam que Portugal poderá ser membro em pleno do Mercado Comum dentro de 10 ou 12 anos.

1 de Julho.
A França assume a presidência do Conselho de Ministros do Mercado Comum Europeu. Giscard d´Estaing espera que os países da CEE caminhem para a unificação política.  

17 de Julho.
Toma posse o II Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves .

19 de Julho.
Constituição do Centro Democrático Social (CDS).

27 de Julho.
É reconhecido o direito à auto-determinação das colónias portuguesas.

6 de Agosto.
Visita a Portugal de uma delegação do Conselho da Europa, que vem discutir com as autoridades portuguesas a entrada do País para o CE.

27 de Agosto.
Nacionalização do Banco de Portugal, Banco de Angola e Banco Nacional Ultramarino.

12 de Setembro.
Reintegração de Portugal na UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Portugal, que pertencera à organização entre 1965 e 1972, torna-se o seu 132.º membro.

30 de Setembro.
O general António de Spínola renuncia à Presidência da República. Sucede-lhe o general Costa Gomes , por decisão da JSN.

1 de Outubro.
Toma posse o III Governo Provisório chefiado por Vasco Gonçalves .

15 de Outubro.
Portugal reconhece a plena soberania da União Indiana sobre os territórios de Goa, Damão, Diu, Dadra e Nagar Aveli.

26 de Novembro.
Quarta reunião da Comissão Mista Portugal - CEE. A delegação portuguesa solicita uma melhoria dos aspectos comerciais do Acordo de 1972, e o alargamento do mesmo a outras áreas.  

9 de Dezembro.
9 e 10 de Dezembro. Cimeira de Paris. Os 9 chefes de Estado ou de Governo decidem reunir-se regularmente (pelo menos três vezes por ano) em Conselho Europeu, instituir o princípio da eleição directa da Assembleia europeia por sufrágio universal e implementar o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).  

 
1975

10 de Janeiro.
Cimeira do Alvor. Discussão da independência de Angola. Representantes portugueses e dos três movimentos nacionalistas angolanos (FNLA, MPLA, UNITA) acordam na constituição de um Governo Provisório, chefiado por um Alto Comissário português, e estabelecem o dia 11 de Novembro para a proclamação da independência de Angola.

28 de Fevereiro.
Assinatura da Convenção de Lomé (Togo) entre a Comunidade e 46 países de África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP). Entre outros aspectos, a convenção contempla a estabilização das receitas de exportação dos países ACP (acordo STABEX). Entrou em vigor em 1 de Abril de 1976.  

10 de Março.
10 e 11 de Março. Conselho Europeu de Dublin.
Adopção do compromisso relativo à contribuição financeira britânica.  

11 de Março.
Tentativa gorada de golpe de Estado por militares afectos ao general António de Spínola.

14 de Março.
Institucionalização do Conselho da Revolução. Nacionalização da banca e dos seguros.  

18 de Março.
Criação do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. Este Fundo serviu inicialmente para a reconversão das regiões em declínio industrial do Reino Unido e para compensar, nesse Estado-Membro, a reduzida vantagem que lhe advinha da PAC.  

26 de Março.
Toma posse o IV Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves; integra elementos do PS, PPD, PCP, MDP/CDE, ex-MES, militares e independentes. Ernesto Melo Antunes é nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros e José Joaquim Fragoso, ministro das Finanças.

31 de Março.
São ocupadas as primeiras terras no Alentejo e em zonas contíguas, do Ribatejo.

25 de Abril.
Eleições para a Assembleia Constituinte. O PS é o partido mais votado.  

26 de Abril.
Fim da primeira Conferência Nuclear Europeia, com a assistência de três mil delegados vindos de 47 países. Conclusões: a energia nuclear atingiu já a sua maturidade; as centrais nucleares devem servir não apenas para a produção de corrente eléctrica mas igualmente para fornecer directamente calor para a petroquímica; promoção do desenvolvimento de uma nova indústria, a do combustível plutónio.

4 de Junho.
Garrett Fitzgerald é o novo presidente do Conselho das Comunidades Europeias.

5 de Junho.
Confirmação da adesão do Reino Unido à CEE por referendo (68% de votos sim).

11 de Junho.
Início das negociações para revisão do acordo entre Portugal e a CEE assinado em 1972.  

16 de Julho.
16 e 17 de Julho. Conselho Europeu de Bruxelas.  

22 de Julho.
Assinatura, em Bruxelas, de um tratado relativo ao reforço dos poderes orçamentais da Assembleia europeia e criando um Tribunal de Contas Europeu, um Conselho e uma Comissão única da CE. O Novo tratado entrou em vigor em 1 de Junho de 1977.

1 de Agosto.
Assinatura, por 35 países, do Acto final de Helsínquia. É criada a Conferência para a Segurança e a Cooperação na Europa (CSCE). Aldo Moro, chefe do governo italiano então presidente do Conselho, assina em nome da Comunidade.  

8 de Agosto.
Toma de posse o V Governo Provisório, chefiado por Vasco Gonçalves .

19 de Setembro.
Toma posse o VI Governo Provisório, chefiado por Pinheiro de Azevedo . Francisco Salgado Zenha é nomeado ministro das Finanças.

26 de Setembro.
Vítor Crespo é nomeado ministro da Cooperação.

7 de Outubro.
Ajuda financeira da CEE a Portugal no valor de 150 milhões de ECU.

25 de Novembro.
Tentativa de golpe de Estado protagonizada por algumas unidades militares afectas à esquerda radical.
O Presidente da República declara o estado de emergência e assume o comando das unidades militares da região de Lisboa.  

1 de Dezembro.
1 e 2 de Dezembro. Conselho Europeu de Roma.

 
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