CARNEIRO, Francisco Manuel Lumbrales de Sá PDF Imprimir e-mail

Nasceu no Porto em 1934 e licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa.

Ingressou na vida política em plena “Primavera Marcelista”, ao concorrer às eleições para a Assembleia Nacional pelas listas da Acção Nacional Popular. Desctacou-se então entre o grupo de deputados que integrou a chamada Ala Liberal, de que faziam parte Francisco Pinto Balsemão, Magalhães Mota, Miller Guerra, Mota Amaral e Pinto Leite, e que procurou reformar o regime a favor de uma maior abertura democrática.

Os direitos dos detidos, especialmente quando sob a alçada da DGS, a liberdade de imprensa, de reunião e de associação, tornaram-se o fulcro das suas intervenções na Assembleia Nacional. Renunciou, contudo, ao seu lugar de deputado a 25 de Janeiro de 1973, por considerar que não estavam reunidas as condições para o exercício livre da actividade parlamentar. Remeteu-se, então à participação na SEDES, de que foi membro do Conselho Coordenador entre 1973 e 1974.

A 5 de Maio de 1974 fundou o PPD, juntamente com Pinto Balsemão e Magalhães Mota, tornando-se, em seguida, ministro-adjunto do I Governo Provisório liderado por Palma Carlos, cargo que abandonou na sequência de divergências com os militares não-spinolistas do MFA.

Embora eleito secretário-geral do PPD no I Congresso do Partido, a sua direcção foi entregue a Emídio Guerreiro, por motivos de doença, entre 1975 e 1976. Enfrentou cisões internas, de que foi exemplo o Congresso de Aveiro, assinalado pelo abandono do PPD de uma facção social-democrata encabeçada por Emídio Guerreiro, e uma outra, em 1979, envolvendo muitos membros do seu grupo parlamentar.

Forjou a Aliança Democrática em conjunto com o CDS, tendo formado governo em 1979. Depois de entrar em rota de colisão com o General Ramalho Eanes, apoiou Soares Carneiro na sua candidatura às eleições presidências de 1980.

Morreu a 4 de Dezembro de 1980 em sequência de um desastre de aviação.

 
Apoios: