CUTILEIRO, José Pires PDF Imprimir e-mail

Nasceu em 20 de Novembro de 1934 em Évora. Matriculou-se em Arquitectura mas acabou por se licenciar em Antropologia Social em Oxford, depois de uma inscrição no curso de medicina.

Publicou dois livros de poesia e foi colaborador da revista “Almanaque”, onde pontificavam nomes como Luís de Stau Monteiro e José Cardoso Pires. Doutorou-se no ano de 1968 e ingressou no St. Antony’s College como «fellow» entre 1968 e 1971. Tornou-se «lecturer» em Antropologia Social na London School of Economics and Political Science entre 1971 e 1974. Foi convidado pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros, Mário Soares, para conselheiro cultural na embaixada em Londres, cargo que desempenhou de 29 de Setembro de 1974 a 1 de Junho de 1977, tornando-se em seguida embaixador e representante permanente de Portugal junto do Conselho da Europa até Setembro de 1980.

Passou pela embaixada de Maputo e foi nomeado representante permanente de Portugal junto da Conferência de Desarmamento na Europa, realizada em Estocolmo a 14 de Janeiro de 1984.

Em 1987 foi chamado a Lisboa para assumir o cargo de director-geral dos Negócios Político-Económicos. Negociou a adesão de Portugal à União da Europa Ocidental e chefiou a delegação que negociou com os Estados Unidos os termos da utilização da Base das Lajes, nos Açores, em 1988 e 1989. Foi deslocado para Pretória como embaixador em 1989 e tornou-se conselheiro especial do Ministério dos Negócios Estrangeiros para a presidência portuguesa da Comunidade Europeia. Nessa qualidade, coordenou a Conferência de Paz para a Jugoslávia, de Janeiro a Agosto de 1992, presidida por Lord Carrington.

Presidia ao Instituto Diplomático desde Março de 1994 quando assumiu a secretaria-geral da União da Europa Ocidental (UEO), a 16 de Novembro de 1994, após uma eleição em que contou com o apoio explícito da Grã-Bretanha e da Holanda. A escolha recaiu sobre um diplomata de carreira atlantista numa altura em que a UEO ganha nova vida após a ratificação do Tratado de Maastricht enquanto pilar da defesa comum. Nas palavras do próprio José Cutileiro, a UEO «passou a ser considerada como uma estrutura viável para […] poder vir a ser instrumento de defesa da União Europeia […] [e] contribuir, fundamentalmente, para o reforço do pilar Europeu da aliança Atlântica». José Cutileiro foi reconduzido na secretaria-geral da UEO em Maio e 1997.

 
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