1964-03-18 PDF Imprimir e-mail
No Parlamento, referindo-se às Contas Gerais do Estado o deputado Alberto Araújo fala do Mercado Comum e da economia portuguesa em 17 de Março de 1964.

 

Portugal neste momento coopera com outras nações no movimento gradual de integração económica que a Associação Europeia de Comércio Livre procura atingir, em ritmo até mais acelerado daquele que estava originariamente previsto. E, internamente, prossegue também fins de integração económica ao estabelecer as condições necessárias, através de numerosas providências e de uma legislação vasta e complexa, para que seja uma realidade o espaço económico português, abrangendo todas as parcelas do seu território na diversidade das suas populações, das suas economias e dos seus recursos. No plano externo, em 1962, tanto a Associação de Comércio Livre como as nações do Mercado Comum continuaram a realizar os objectivos definidos, respectivamente, na Convenção de Estocolmo e no Tratado de Roma, embora prosseguissem negociações tendentes à associação ou fusão dos dois blocos de países em vista ao reforço de unidade da economia e da solidariedade europeias. As nações que vieram a subscrever a Convenção de Estocolmo eram bem diferentes na sua estrutura económica, nos seus níveis de desenvolvimento e até na sua língua.

 

Diário das Sessões da Assembleia Nacional e da Câmara Corporativa, N.º 146, de 18 de Março de 1964, pp. 1157-1161.

 

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