1977-02-01 PDF Imprimir e-mail
Intervenção do deputado Carlos Carvalhas (PCP) sobre a situação económica europeia e sobre a integração de Portugal na Europa em 1 de Fevereiro de 1977.

 

Sr. Presidente, Srs. Deputados. Apesar da herança do fascismo, da sabotagem do grande capital – que actuou em plena liberdade durante o «reinado» de Spínola – e apesar do boicote económico feito pelas multinacionais e pelo imperialismo, a economia portuguesa teve, durante o ano de 1975, um comportamento mais favorável do que as restantes economias dos países capitalistas desenvolvidos. Isto, aliás, é confirmado quer pelo Orçamento Geral do Estado para 1976, quer ainda pelos «insuspeitos» relatórios do MIT e do Banco Mundial. (…) As contradições no seio da CEE são evidentes. A crise, para os peritos de Bruxelas, põe em causa as conquistas da integração monopolista na CEE. O balanço dos anos 1972 a 1976, cobrindo o terceiro programa de integração, é um fracasso. Não há, citamos, «comunidade de crescimento e estabilidade, não há progresso na união económica e monetária, não há uma estratégia comum». Até hoje ainda não conseguiram definir uma política agrícola comum, nem uma política monetária, nem energética. (…) “O que o grande capital em crise consegue coordenar no Mercado Comum é a política anti-social e anti-democrática, procurando fazer acreditar, convencer a opinião pública, através de uma grande campanha de propaganda, que a «austeridade», a redução do nível de vida e do poder de compra resulta em benefício dos trabalhadores.

 

Diário da Assembleia da República, N.º 70, de 2 de Fevereiro de 1977, pp. 2288-2290. 

 

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