MOREIRA, Adriano José Alves PDF Imprimir e-mail

Nasceu em Grijó, concelho de Macedo de Cavaleiros, a 15 de Setembro de 1922. Licenciou-se em 1944 em Ciências Histórico-Jurídicas pela Universidade de Lisboa, ingressando, em 1947, no Arquivo Geral do Registo Criminal e Policial, onde foi chefe da secção. Paralelamente, colaborou com o Instituto da Conferência da Ordem dos Advogados. Doutorou-se pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina (ISCSPU) e pela Universidade Complutense, em Madrid. Exerceu também a advocacia tendo, nessa categoria, sido funcionário da Standard Electric.

Foi preso pela PIDE no final da década de quarenta, depois de ter testemunhado no processo movido contra o Estado pela família do General Godinho. A partir de 1950 desenvolveu a actividade docente no Instituto Superior de Estudos Ultramarinos. Trabalhou em várias comissões da ONU entre 1955 e 1960.

Foi nomeado sub-secretário de Estado do Ultramar em Março de 1960, tendo sido promovido a ministro do Ultramar no rescaldo do Golpe de Júlio Botelho Moniz, em Abril de 1961. Afastou-se do Governo ao constatar a impossibilidade de levar a cabo o seu projecto de autonomia gradual para as colónias, depois de ter abolido o Estatuto do trabalho Indígena e elaborado o Código do Trabalho Rural.

Ao longo dos anos 60, permaneceu no ISCSPU e manteve a colaboração com a Standard Electric, mas acabaria por ser afastado da direcção da instituição de ensino no período marcelista, após um desentendimento com o então ministro da Educação, José Hermano Saraiva.

Foi, ainda durante a década de 60, membro e presidente do Centro Europeu de Documentação e Informação. Depois do 25 de Abril de 1974, exilou-se no Brasil, onde foi professor catedrático da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Regressou mais tarde a Portugal, sendo convidado a aderir ao CDS, partido a que presidiu entre 1986 e 1988.

 
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