PIRES, Francisco Lucas PDF Imprimir e-mail

Nasceu em Coimbra em 1944. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Filiou–se no CDS em 1975 pela mão de Freitas do Amaral, depois de, ainda na Universidade, ter alinhado em grupos de extrema-direita.

Eleito deputado pela primeira vez em 1976, chegou à vice-presidência do Partido em 1978, após a realização do III Congresso do CDS. Foi apontado como um dos percursores da ideia de união dos partidos da direita que conduziria à formação da Aliança Democrática, em 1979.

Em 1981, foi nomeado ministro da Cultura e Coordenação Científico do VIII Governo e Constitucional, liderado por Francisco Balsemão. Assumiu à presidência do CDS em 1983, em sequência da demissão de Freitas do Amaral, mas os maus resultados eleitorais obtidos as eleições legislativas de 1985 ditaram o seu afastamento da liderança.

A sua presença no Parlamento Europeu, concretizada depois do abandono da direcção do partido, permitiu-lhe aprofundar um pensamento estruturado em torno do ideal europeu, a ponto de ser considerado um dos mais entusiastas defensores da construção e integração europeia.

Defendeu, em entrevista concedida ao semanário expresso a 8 de Maio de 1993, o Tratado da União Europeia como a «continuação da luta pela liberdade, a democracia, o desenvolvimento e a segurança».

Em 1986, assumiu a vice-presidência do Parlamento Europeu e, em 1987, concorreu às primeiras eleições realizadas em Portugal para a Assembleia de Estrasburgo, como cabeça de lista do CDS. No entanto, durante nas eleições europeias de 1994 concorreria como independente nas listas do PSD, depois de se ter demitido do CDS em Novembro de 1992. Na origem desta demissão esteve a sua discordância em relação posições cépticas assumidas por Manuel Monteiro em relação à Europa e expressas, por exemplo, na recusa do Tratado de Maastricht.

A 26 de Janeiro de 1997 anunciou a sua filiação no PSD. Nesse mesmo ano foi novamente eleito, por unanimidade, vice-presidente do Parlamento Europeu.

Morreu a 22 de Maio de 1998. Entre a bibliografia que publicou sobre Portugal e a questão europeia deixou títulos com o “Portugal e o futuro da União Europeia” ou “Amesterdão: do Mercado à Sociedade Europeia”, lançado postumamente.

 
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