SALAZAR, António de Oliveira PDF Imprimir e-mail

Nasceu a 28 de Abril de 1889, em Santa Comba Dão. Licenciado em Direito, Professor da Universidade de Coimbra, político e chefe do Governo entre 1932 e 1968, foi o principal fundador do Estado Novo.

Tomou posse como ministro das Finanças durante a Ditadura Militar, no governo de Vicente de Freitas, a 28 de Abril de 1928, dando início a um longo combate político pela hegemonia no seio da Ditadura.

Em Julho de 1932 tornou-se chefe do Governo, fazendo promulgar a nova Constituição a 9 de Abril do ano seguinte, inaugurando com ela quatro décadas de regime ditatorial, católico e conservador.

Ocupou a Presidência do Conselho entre 1933 e 1968, acumulando ao longo deste período as pastas das Finanças (até 1940), da Guerra (de 1936 a 1944), da Marinha (de 1936 a 1939), dos Negócios Estrangeiros (de 1936 a 1947) e da Defesa Nacional (1961-1962).

Em sequência da vitória das democracias no fim da segunda Guerra Mundial, e tendo por prioridade assegurar a sobrevivência do regime e do império colonial, Salazar procurou legitimar, no plano interno como externo, a sua continuidade à frente do governo português.

Apesar de uma aparente abertura política ensaiada entre 1945 e 1947, em larga medida pressionada pelo clima internacional, as reformas operadas pelo Presidente do Conselho neste plano seriam ilusórias. Nesse sentido, a natureza autoritária do regime e a subtracção das liberdades individuais, persistiriam como principal marca política até ao fim do Estado Novo. Por outro lado, no quadro económico, e atendendo à nova realidade externa, as décadas de 40 e 50 seriam assinaladas por uma política de relançamento, organização e desenvolvimento da economia, embora condicionada pelo controlo estatal. A partir de então, Salazar procurou estabelecer o equilíbrio entre uma relativa abertura económica interna, a manutenção dos territórios coloniais e a integração portuguesa no quadro de cooperação internacional, que em última análise garantiria a sobrevivência do regime.

A 26 de Setembro de 1968, na sequência de uma queda que ditou a sua incapacidade física, foi exonerado da chefia do governo pelo Presidente da República, depois de 36 anos à frente da Presidência do Conselho, sendo substituído por Marcelo Caetano.

Morreu em Lisboa, a 27 de Julho de 1970.

 
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