SPÍNOLA, António Sebastião Ribeiro de PDF Imprimir e-mail

Nasceu em Estremoz a 11 de Abril de 1910. Iniciou a sua formação no Colégio Militar e frequentou a Escola Militar, onde fez o curso Cavalaria, tornando-se alferes em 1933.

Em 1945, depois de ter sido promovido a capitão, cumpriu serviço no Estado-Maior do Comando Militar dos Açores. A par da carreira militar, iniciou actividade no sector civil e empresarial, ingressando no conselho de administração da Siderurgia Nacional nos anos 50.

Em 1961, ano em que eclodiu a guerra colonial, partiu para Angola como voluntário, de onde regressou em 1964. Em 1968, o então brigadeiro foi nomeado governador e comandante-chefe das Forças Armadas da Guiné. Aí procurou derrotar o PAIGC, não se limitando à acção militar mas, sobretudo, agindo do ponto de vista social e político junto das populações, numa tentativa de retirar o apoio popular de que aquele movimento nacionalista gozava. A aplicação desta estratégia não invalidou a realização de um ataque à Guiné-Conacri, onde se concentravam as forças guerrilheiras, em Novembro de 1970. Perante a incapacidade de cumprir o objectivo a que se propunha e sentindo-se desapoiado nas suas iniciativas pelo Governo de Lisboa, não aceitou a permanência na Guiné que lhe havia sido proposta em Setembro de 1973.

De regresso a Portugal, publica o livro Portugal e o Futuro, onde defendeu a tese de uma saída política para a questão colonial, ao propor um estatuto federal para as províncias e a sua autodeterminação a prazo, o que lhe valeu a exoneração do cargo de vice-chefe de Estado Maior General das Forças Armadas.

Após o 25 de Abril torna-se membro da Junta de Salvação Nacional e Presidente da República, cargo de que se viria a afastar a 30 de Setembro de 1974, na sequência dos acontecimentos do 28 de Setembro.

A partir do exílio, comandou as movimentações militares que dariam origem ao 11 de Março de 1975 e criou, em Julho desse ano, o Movimento Democrático de Libertação de Portugal, organização bombista extinta após o 25 de Novembro. Retornou do exílio em Agosto de 1976 e esteve preso durante dois dias.

Foi promovido à categoria de marechal em 1982 e morreu a 13 de Agosto de 1996.

 
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