1947 PDF Imprimir e-mail

4 de Fevereiro
Remodelação governamental, traduzindo um equilíbrio entre as duas principais famílias políticas do Regime, a ala "conservadora", afecta a Santos Costa, e a ala "reformista" conotada com Marcelo Caetano. José Caeiro da Matta assume o Ministério dos Negócios Estrangeiros. José Frederico do Casal Ribeiro Ulrich é nomeado ministro das Obras Públicas e Comunicações. Daniel Barbosa é empossado ministro da Economia; será com a sua política de estabilização, que irá terminar a economia de guerra.

12 de Março
Anúncio da “Doutrina Truman”.  

5 de Junho
Discurso de George Marshall em Harvard. O Secretário de Estado dos EUA anuncia ser intenção do seu Governo apoiar os países europeus na sua obra de recuperação económica se estes acordarem na realização de um programa concertado entre si e com os EUA.  

16 de Junho
Os ministros dos Negócios Estrangeiros de França (Georges Bidault) e Inglaterra (Ernest Bevin) dirigem ao seu homólogo russo (Molotov) um convite para tomar parte nas discussões preliminares com vista à elaboração de um plano que desse satisfação às propostas de George Marshall.  

21 de Junho
João António de Bianchi, embaixador de Portugal em Washington, é instruído para entregar ao governo dos EUA uma nota na qual o Governo Português anuncia dar o "seu apoio ao Plano Marshall na medida das suas possibilidades".

27 de Junho
27 de Junho a 2 de Julho.
Na sequência do convite franco-britânico à URSS, realiza-se uma conferência dos três ministros em Paris. Molotov recusa a oferta americana.  

3 de Julho
Os ministros francês e inglês dirigem um convite aos restantes países europeus, com excepção da Espanha, para a realização de uma conferência destinada a realizar o plano que a sugestão de Marshall reclamava.

Portugal é convidado a participar na 2ª Conferência de Paris. 

12 de Julho
12 a 15 de Julho

Conferência de Paris. Dezasseis países reúnem-se em Paris a fim de analisar a proposta Marshall. A Checoslováquia, que inicialmente aceitara o convite franco-britânico, não se apresenta na Conferência. Constitui-se uma Comissão de Cooperação Económica Europeia (CCEE), encarregada de elaborar um programa de reconstrução da Europa utilizando o auxílio americano.  

27 de Agosto
Parecer do ministro das Finanças, João Pinto da Costa Leite (Lumbrales), determinante para a decisão oficial portuguesa de declinar o auxílio financeiro Marshall e esclarecer a posição de Portugal na CCEE, impondo alterações e reajustamentos nas instruções que vinham sendo veiculadas a partir de Lisboa e transmitidas em Paris.  

22 de Setembro
Assinatura, em Paris, do Relatório Geral elaborado pelas 16 nações europeias.

José Caeiro da Matta, ministro dos Negócios Estrangeiros, profere um discurso em que divulga que Portugal decidira declinar a utilização do auxílio financeiro americano.  

9 de Outubro
Visita a Portugal de Senadores e membros da Câmara dos Representantes dos EUA, no quadro dos comités de investigação para o Plano Marshall que, autorizados pelo Congresso americano, viajaram por toda a Europa em Missão oficial durante o Verão e Outono de 1947.  

18 de Novembro
Assinatura do primeiro Acordo de Pagamentos e de Compensações entre os países europeus.

25 de Novembro
25 de Novembro a 18 de Dezembro

A Conferência dos Quatro em Londres evoca uma "última chance" mas acaba sem resultado positivo. Fim do Directório das potências aliadas. Atmosfera de pessimismo.

“Miséria e Medo”, discurso proferido por Oliveira Salazar numa sala da biblioteca da Assembleia Nacional.

 
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