1966 PDF Imprimir e-mail

1 de Janeiro
A CEE entra na terceira e última fase de trasição do Mercado Comum, implicando a alteração do voto por unanimidade pelo sistema maioritário na maior parte das decisões do Conselho.

17 de Janeiro
17 e 18 de Janeiro. Luxemburgo. Reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos seis países do Mercado Comum: Couve de Murville (França), Schroeder (Alemanha), Emílio Colombo (Itália), Joseph Luns (Países Baixos), Paul-Henri Spaak (Bélgica) e Pierre Werner, ministro de Estado do Luxemburgo, e também ministro dos Negócios Estrangeiros, que presidiu à Conferência.
Os Seis não conseguem ultrapassar a situação de crise em que a organização se encontra há seis meses. Concordam na realização de uma nova reunião nos próximos dias 28 e 29.

28 de Janeiro
28 e 29 de Janeiro. Compromisso de Luxemburgo; fim da ‘crise da cadeira vazia’. O Conselho adopta resoluções relativas às relações entre o Conselho e a Comissão e ao procedimento de voto por maioria. A França volta a participar nas reuniões do Conselho depois de conseguir que seja reconhecida a necessidade de decisões por unanimidade no caso de assuntos de grande importância.

11 de Maio
Bruxelas. Os Seis chegam a acordo sobre o financiamento da Europa agrícola.

13 de Maio
Bergen. 12 e 13 de Maio. Conselho Ministerial da EFTA.

Correia de Oliveira é designado presidente do conselho da EFTA para o período que se inicia em 1 de Julho. O ministro português formula o convite para que a próxima reunião do Conselho realize em Lisboa (27 e 28 de Outubro).

Entre 1959 e 1965 as nossas exportações para os países membros da EFTA registaram um aumento de 133 por cento, enquanto as nossas importações desses mesmos países registaram o aumento de 95 por cento (…) os benefícios prestados pela EFTA à economia portuguesa ultrapassaram já os que inicialmente haviam sido previstos. A participação de Portugal na EFTA (...) tem constituido um factor de grande estímulo para o nosso progresso económico – declarações de Correia de Oliveira ao enviado da ANI à 20ª reunião do Conselho Ministerial da EFTA.

6 de Agosto
Inauguração da Ponte Salazar ligando as duas margens do Tejo entre Lisboa e Almada.

7 de Outubro
Genebra. O ministro português da Economia, Correia de Oliveira, abre os trabalhos da reunião da Comissão consultiva da EFTA, que reuniu em Lisboa no fim do mês. A comissão consultiva da EFTA tem a missão de dirigir as actividades sindicais, industriais e patronais de todos os países filiados na Associação. O principal assunto da agenda da reunião foi a abolição, planeada para o final do ano, de quase todas as tarifas aduaneiras industriais entre os países da EFTA. As decisões da comissão só seriam divulgadas na reunião do conselho de ministros de Lisboa.

27 de Outubro
27 e 28 de Outubro. Reunião do Conselho Ministerial da EFTA no Estoril (Lisboa), presidida pelo ministro da Economia Correia de Oliveira. Insiste-se numa maior aproximação entre a CEE e EFTA.

10 de Novembro
O Governo britânico informa que iniciará conversações no sentido de um novo pedido de admissão no Mercado Comum.

29 de Novembro
A UNESCO decide a suspensão da participação de Portugal nos seus trabalhos. Dois dias mais tarde o MNE divulga uma nota oficiosa em reacção à votação que excluiu Portugal dos trabalhos da UNESCO: Contra a sua própria lei a Unesco transformou-se num foro político. Alegando ainda que a larga maiorida dos países que aprovou aquela resolução, apresentam eles próprios, um amplo “deficit” educativo.

19 de Dezembro
Paris. O ministro português da Economia, e presidente do Conselho de Ministros da EFTA, José Gonçalo Correia de Oliveira, é eleito presidente do Conselho de Ministros da OCDE, tendo como vice-presidentes os ministros representantes dos Governos de Dublin e Tóquio.

 
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