1972 PDF Imprimir e-mail

Janeiro.
O Conselho de Ministros da CEE adopta a música do prelúdio ao «Hino à alegria», quarto andamento da Nona Sinfonia de Beethoven, como Hino Europeu.  

22 de Janeiro.
Assinatura, em Bruxelas, dos tratados de adesão dos quatro estados candidatos: Dinamarca, Irlanda, Noruega e Reino Unido.

7 de Março.
Bruxelas. Os ministros das Finanças dos Seis chegam a um acordo para a concretização da união económica monetária que será aprovada 21de Março e que diz respeito à coordenação das políticas económicas, da política regional, das disposições monetárias e da fiscalização dos movimentos de capitais.

22 de Março.
Sicco Leendert Mansholt (Partido Trabalhista dos Países Baixos, Países Baixos) assume o cargo de Presidente da Comissão Europeia, lugar que ocupou até 5 de Janeiro de 1973.

27 de Março.
27 e 28 de Março. Bruxelas. Segunda fase das negociações entre Portugal e as Comunidades Europeias. A delegação de Portugal foi chefiada pelo embaixador Rui Teixeira Guerra , presidente da Comissão Interministerial de Cooperação Económica Externa. Chefiou a delegação das Comunidades Wellenstein, director-geral.  

19 de Abril.
Assinatura da convenção relativa à criação do Instituto Universitário Europeu de Florença.

24 de Abril.
Constituição da “serpente monetária europeia”. As margens de flutuação das moedas dos Seis relativamente ao dólar são fixadas em 2,25%.  

28 de Abril.
É publicada a portaria n.º 235/72 que manda lançar em circulação, cumulativamente com as que estão em vigor, uma emissão extraordinária de selos comemorativos da «Europa-72».  

4 de Maio.
Genebra. Reunião ministerial da EFTA, tendo como tema central de debate as perspectivas de negociações com o Mercado Comum. Temos toda a justificação ao solicitarmos que as outras nações não ponham em perigo os esforços de Portugal para modernizar e diversificar a agricultura – declara Xavier Pintado na reunião da EFTA em Genebra.

15 de Maio.
O jornal Economia e Finanças, ligado aos sectores mais conservadores do regime, exige em editorial que o Governo passe a considerar como “subversiva” (e em consequência proibir) toda e qualquer propaganda a favor da integração de Portugal na CEE, assumindo como pressuposto o abandono do Ultramar.

16 de Maio.
A polícia de choque invade o IST e o ISCEF, espancando estudantes e docentes.  

5 de Junho.
Luxemburgo. Início da última fase das negociações do Mercado Comum com os países da EFTA não candidatos à admissão, entre os quais Portugal.  

Julho.
Greve aos exames por parte dos alunos do IST.

22 de Julho.
Assinatura dos acordos de comércio livre entre a CEE e os Estados da EFTA (Áustria, Finlândia, Islândia, Portugal, Suécia e Suíça).  

25 de Julho.
Américo Tomas é reeleito, por um colégio eleitoral restrito, Presidente da República.

Bruxelas. Assinatura do Acordo de Comércio Livre Portugal – CEE e do Acordo Portugal – CECA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício , discursa na cerimónia de assinatura do Acordo Comercial entre Portugal e a CEE:
Temos hoje perante nós a realização daquilo que há muito ambicionávamos. Com efeito, acabámos de estabelecer conjuntamente, segundo modalidades que as circunstâncias tornaram necessárias e baseando-nos na grande realidade que são as Comunidades, um vasto espaço europeu no que diz respeito às trocas de produtos industriais. Isto representa um passo extremamente importante na via da integração da Europa. O funcionamento da livre troca que vai ser estabelecido segundo os nossos acordos permitirá, estou convicto, mostrar que tínhamos razão quando afirmávamos a nossa vontade de nos unir a um sistema único e eficaz. A experiência dos últimos anos preparou-nos para a tarefa que temos perante nós.  

11 de Agosto. 
Remodelação ministerial. Cotta Dias é nomeado para a pasta da Economia e Alexandre Vaz Pinto secretário de Estado do Comércio.

No discurso da tomada de posse o novo ministro da Economia, Cotta Dias, refere-se ao Acordo de Associação assinado com a CEE: Celebrado o acordo, cujas condições, até pelo tipo evolutivo do clausulado, não deixaremos de procurar melhorar em todas as instâncias e oportunidades, deveremos estar agora activamente na preparação da sua execução prática, de forma a que, quando entrar em vigor, em 1 de Janeiro de 1973, estejamos preparados para dele extrair todas as vantagens que nos oferece. A Comunidade Económica Europeia entrará em força. É indispensável que, do nosso lado, saibamos responder com vigor idêntico.

25 de Setembro.
A Noruega rejeita a ratificação do tratado de adesão à CEE.

19 de Outubro.
19 a 21 de Outubro. Cimeira de Paris.

A Europa não deve ser uma comunidade de mercadores, deve ser concebida e realizada para serviço do homem - afirma o presidente Pompidou na sessão inaugural da conferência dos Nove. O encontro decorreu em ambiente de optimismo e confiança nas instituições europeias.
É decidida a criação de uma união monetária até 1980 e a transformação das relações entre estados no sentido da concretização da União Europeia. São definidos novos domínios de intervenção comunitária, prevendo a elaboração de programas específicos de acção.
O primeiro-ministro italiano, Julio Andreotti, propõe formalmente a eleição de um Parlamento Europeu por sufrágio universal.

14 de Dezembro.
O deputado Homem de Melo apresenta o Relatório das Comissões de Negócios Estrangeiros e de Economia sobre o Acordo celebrado entre os Estados membros da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, por um lado, e a República Portuguesa, por outro lado, e o Acordo entre a Comunidade Económica Europeia e a República Portuguesa.

14 de Dezembro.
O deputado Alberto Alarcão na Assembleia Nacional sobre a posição de Portugal relativamente ao ultramar e à integração europeia.

 
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